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Golpe da Biometria Facial – Sua foto pode estar em uso

Falso Oficial de Justiça

O golpe do falso oficial de justiça tem se tornado uma prática cada vez mais sofisticada e preocupante, cujos prejuízos financeiros são elevadíssimos.

Além disso, como há utilização de dados biométricos faciais, é impossível prever quais os reflexos da fraude e suas consequências.

No golpe, criminosos se passam por oficiais de justiça e entregam uma suposta intimação judicial à vítima. Durante a abordagem, alegam que é necessário comprovar o recebimento do documento por meio de uma foto.

Porém, na verdade, eles utilizam de aplicativos para gravar e fotografar o rosto de vítima, armazenando, portanto, todos os dados biométricos faciais.

Assim, o que parece um procedimento formal é, na verdade, uma fraude que explora a biometria facial para fins ilícitos, como abertura de contas bancárias, validação de aplicativos e até apropriação de dados em plataformas digitais.

Neste artigo, vamos detalhar o funcionamento do golpe, os perigos que ele representa e as medidas preventivas para evitar ser vítima dessa prática.

Os criminosos agem com extremo planejamento e elevado conhecimento tecnológico, além de fazer uso de informações privilegiadas e dados já vazados.

Assim, utilizando dados pessoais da vítima obtidos de vazamentos ou fontes ilegais, eles criam uma falsa intimação judicial e a apresentam de forma convincente. Durante a entrega, explicam que é necessária uma foto para confirmar a identidade da pessoa que recebeu a intimação, com tais dados, posteriormente existe sua utilização indevida para:

  • Abertura de contas em bancos digitais;
  • Validação de dispositivos e aplicativos financeiros;
  • Fraudes em nome da vítima, como empréstimos ou transferências.

O golpe é concretizado, pois, explora vulnerabilidades dos sistemas que dependem de biometria facial para autenticação.

É, conforme matéria jornalística, hoje em dia, não é muito complicado burlar tais sistemas biométricos (veja aqui)

O uso de dados biométricos adiciona uma camada de complexidade ao golpe. Enquanto senhas e documentos podem ser alterados em caso de fraude, a biometria facial é única e imutável. Isso torna o impacto das fraudes ainda mais devastador, pois, o que está sendo utilizado para validar operações ilícitas é a própria biometria da vítima.

Assim, desconstituir em um processo judicial que a biometria é da própria pessoa, mas que tal dado foi capturado para outra situação é complexo no processo judicial.

  • Nunca exige validação por foto ou vídeo;
  • Apresenta uma carteira funcional emitida pelo tribunal ao qual está vinculado;
  • Não solicita pagamento imediato ou dados bancários para entrega de documentos judiciais;
  • Sempre realiza notificações ou intimações conforme a lei.
  • Se a pessoa se recusar a assinar o documento ou tirar a foto o oficial certifica e ainda assim entrega os documentos.
  • Várias pessoas, por desconhecimento dos atos judiciais, quando recebem o oficial de justiça e desconfiam, ligam para polícia ou outro familiar, quando isso ocorre, o Oficial de Justiça dificilmente vai embora.

Para evitar ser vítima, siga estas orientações:

  • Confirme a autenticidade da intimação: Entre em contato com o tribunal ou órgão judicial para confirmar se há processos em seu nome.
  • Não forneça dados pessoais ou biométricos: Não permita que estranhos tirem fotos ou vídeos do seu rosto, especialmente em situações suspeitas.
  • Informe-se sobre seus direitos: Conheça os procedimentos legais para entrega de intimações.
  • Polícia: Contate a polícia em caso de qualquer dúvida.

Lembre-se, o golpe utiliza a imagem da própria pessoa.

Investimento de recursos na contratação de advogado especialista em golpes e fraudes bancárias pode ser necessário, além da contratação de serviços adicionais que monitoram o uso do CPF é uma medida indicada.

Porém, quem é vítima desse tipo de golpe, sabe que sua rotina diária será extremamente afetada, pois, reitera-se, é impossível prever como a biometria fácil será utilizada, o certo é que, os prejuízos são incalculáveis.

Assim, ainda que o consumidor possa obter sucesso em ações judiciais, todos processos são morosos, riscos existem e recursos deverão ser investidos na contratação de advogados. E, ainda assim, é impossível antever por quanto tempo a pessoa terá que lidar com os prejuízos decorrente do uso indevido da sua biométrica facial.

O golpe do oficial de justiça é mais um exemplo de como a engenharia social aliada ao uso indevido de dados pessoais pode causar prejuízos significativos.

Por Alexandre Berthe Pinto
([email protected])


A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte.
Importante: É sempre aconselhável ao interessado que procure orientação técnica específica com o profissional de sua confiança para análise do caso concreto. As informações aqui contidas, são genéricas e não dispensam a consulta com o advogado de confiança.

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