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Fui Vítima de Assalto e Fizeram Transferências da Minha Conta: o Banco Responde?

Foi vítima de assalto ou sequestro relâmpago e, sob ameaça, acabou fazendo transferências da própria conta? A discussão jurídica não é sobre a coação em si — é sobre por que o banco não barrou operações claramente fora do padrão.

Como costuma acontecer

Sob grave ameaça, a vítima é obrigada a realizar Pix, saques ou outras operações em sequência, muitas vezes em valores e horários completamente fora do seu padrão de uso da conta.

O banco pode ser responsabilizado mesmo diante da coação?

É possível sustentar que sim — o ponto central não é discutir se houve coação (que é evidente), mas sim se os sistemas de segurança do banco deveriam ter identificado e bloqueado operações sequenciais tão atípicas, independentemente da causa.

O que fazer

Registrar boletim de ocorrência detalhado sobre o assalto/sequestro, reunir extratos das operações realizadas sob coação e formalizar a contestação junto ao banco o quanto antes.

Perguntas frequentes

1. Preciso provar a coação para ter direito à discussão?

O boletim de ocorrência costuma ser suficiente para demonstrar as circunstâncias do fato.

2. E se eu tiver participado de alguma forma, mesmo sob ameaça?

A participação sob coação não afasta a possibilidade de discutir a responsabilidade do banco pela falha em seus mecanismos de segurança.

3. Existe algum percentual fixo de responsabilidade do banco?

Não existe percentual fixo — cada caso é avaliado individualmente, a depender das provas e circunstâncias apresentadas.

Conclusão

Ser vítima de assalto ou sequestro relâmpago não encerra a discussão sobre o prejuízo financeiro — a falha do banco em não identificar operações atípicas pode, a depender do caso, sustentar a responsabilização.

Aviso legal. Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado. Cada caso é único e a decisão final cabe ao Poder Judiciário. Em caso de dúvida, procure orientação técnica com profissional de sua confiança.

Sobre o autor. Alexandre Berthe Pinto é advogado há mais de 20 anos.