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Fizeram um Empréstimo com Minha Foto sem Eu Autorizar: É Possível Cancelar?

Descobriu um empréstimo contratado com o uso da sua foto ou reconhecimento facial, sem nunca ter autorizado nada? É possível questionar essa contratação — uma selfie sozinha não comprova sua real vontade.

Como esse golpe costuma acontecer

Fraudadores usam fotos obtidas de vazamentos de dados, redes sociais ou documentos furtados para burlar sistemas de validação facial e contratar empréstimos — normalmente consignados — em nome da vítima, sem que ela tenha dado qualquer consentimento real.

A biometria não prova que fui eu?

Não necessariamente. Uma selfie ou reconhecimento facial pode ser burlado, e o simples fato de existir uma imagem associada à contratação não substitui a real manifestação de vontade do titular. Cabe à instituição comprovar que a contratação foi legítima.

O que fazer

Solicitar o extrato completo do contrato, formalizar a contestação junto à instituição e reunir provas de que a contratação não partiu de você — como ausência de recebimento do valor na sua conta.

Perguntas frequentes

1. Sou aposentado e vi um desconto novo no benefício. Isso pode ser esse golpe?

Pode ser — contratações fraudulentas por biometria são comuns em empréstimos consignados a aposentados.

2. Preciso pagar enquanto contesto?

Não deve pagar por contrato que não reconhece; o caminho é a contestação formal, documentada.

3. Como provo que a biometria foi indevida?

Costuma ser possível requerer perícia técnica sobre a contratação, além de reunir indícios como ausência de recebimento do valor emprestado.

Conclusão

Contrato validado por biometria não é intransponível — quando não há real consentimento, é possível questionar a contratação e buscar a anulação do débito.

Aviso legal. Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado. Cada caso é único e a decisão final cabe ao Poder Judiciário. Em caso de dúvida, procure orientação técnica com profissional de sua confiança.

Sobre o autor. Alexandre Berthe Pinto é advogado há mais de 20 anos.